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Transportes

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Novos caminhos para exportação e importação


O setor de transporte de cargas, que conviveu por 25 anos com um SAI incompleto, agora tem caminhos livres atender às necessidades do Porto de Santos e da Indústria da Baixada Santista.

O Sistema Anchieta-Imigrantes - SAI é o mais importante corredor de exportação e importação da América do Sul, principal via de acesso entre a Capital e o Interior do Estado de São Paulo ao Porto de Santos, que movimenta mais de 50 milhões de toneladas de cargas por ano. É, ainda, fundamental para o escoamento da produção do Pólo Industrial de Cubatão, onde estão instaladas indústrias de fertilizantes, a Refinaria Presidente Bernardes, da Petrobrás, e a Companhia Siderúrgica Paulista - Cosipa. Anualmente, circulam pelas Via Anchieta e Rodovia dos Imigrantes cerca de 30 milhões de veículos, sendo 15% desse total representado por veículos de carga e comerciais.

Havia 25 anos, este complexo rodoviário ressentia-se da falta da Pista Descendente da Rodovia dos Imigrantes, que vem para ampliar a capacidade do SAI em 70%, permitindo a circulação de 14.000 veículos/hora, contra os 8.500 veículos anteriores. O convívio, nem sempre amigável, dos caminhões e veículos de passeio exigia da ECOVIAS implantar complexas operações de tráfego para atender aos interesses de todos os seus usuários. "Mesmo com a nova rodovia, as operações ainda serão necessárias, mas em ocasiões muito específicas, não mais quase que diárias como ocorriam no passado muito recente. Teremos condições de garantir a fluidez do trânsito, oferecendo viagens mais rápidas e seguras aos caminhões e aos automóveis", afirma o diretor de operações da concessionária Hamilton Amadeo.

Em recente visita de inspeção às obras da nova rodovia, o Governador Geraldo Alckmin denominou-a de "A estrada do desenvolvimento", por sua importância para o progresso e desenvolvimento de todos os municípios da região da Baixada Santista e para o Estado de modo geral. Ao fazer esta observação, o Governador referia-se, principalmente, ao incremento das atividades industriais que a nova rodovia vai proporcionar.

Concentrador - Santos é hoje o porto da indústria, da agroindústria e da agricultura do Estado de São Paulo e de grande parte das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e países da área de influência do Mercosul, ou seja, a parte mais próspera do sub-continente. Com os investimentos e a logística necessária, Santos pode garantir a posição de hub port (porto concentrador) para todo o Cone Sul. Movimenta hoje cerca de 55% do Produto Interno Bruto - PIB brasileiro, influindo nas economias dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e países do continente sul-americano.

Recebe a maior parte da produção agrícola de exportação e a produção dos mais importantes pólos industriais brasileiros, o que significa 49% de toda a produção nacional. Serve a uma área que concentra 45% do mercado consumidor do País. Em 2001, isto significou concentrar 24,5% de todo o comércio exterior do Brasil, ou a entrada de US$ 110,8 bilhões em divisas.

Diante destes números, a Pista Descendente da Rodovia dos Imigrantes ganha importância vital não apenas para atender à demanda atual por facilidades de deslocamento de cargas e pessoas, mas para permitir o desenvolvimento futuro. Contribuirá, igualmente, para que o esforço de desenvolvimento e aperfeiçoamento dos métodos de trabalho e processos industriais das empresas instaladas no Pólo Industrial de Cubatão possa reverter-se em aumento de seus negócios.

Os planos da Cosipa são um bom exemplo disto. Responsável por 20% da produção de aço no país, é a segunda maior siderúrgica do Brasil, perdendo apenas para a produção da CSN, de Volta Redonda. Fornecedora do mercado interno, pretende ampliar suas exportações para 2 milhões de toneladas anuais, até 2005, seis vezes mais do que vendeu para o mercado externo no ano passado. Em 2001, suas exportações somaram 334 mil toneladas. Este ano, com a capacidade de produção ampliada de 2,7 milhões para 4,5 milhões, esse número já é superior: de janeiro a setembro as vendas ultrapassaram 1 milhão de toneladas e a empresa tem por objetivo exportar entre 40 e 45% da produção.

Todos os impactos positivos que a nova rodovia vai gerar para a região precisam estar apoiados por investimentos em diversas outras áreas. Em função dessa necessidade, a Agência de Metropolitana da Baixada Santista - Agem, uma autarquia que cuida do desenvolvimento da região, tem elaborados projetos que exigirão a inversão de R$ 530 milhões, sendo R$ 280 milhões para obras e R$ 250 milhões em sistema de transporte coletivo ferroviário urbano e interurbano.
Com a rede viária local já no limite de sua capacidade, a modernização e o oferecimento de transporte público de qualidade são fundamentais para atender à demanda provocada pela nova Imigrantes.

Fontes: Porto de Santos (www.portodesantos.com.br); Cosipa (www.coispa.com.br); Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM - www.agem.sp.gov.br)